A melhor parte de cultivar um jardim nesse universo, não é a vista esplêndida ao acordar em um raiar de sol com uma xícara de café quente em uma das mãos, e nem o maravilhoso aroma das diversas flores em um cheiro uníssono, perceptível ao sair na varanda. Mas sim todo o processo necessário para chegar nesse fim. A melhor parte de ter um jardim nesse universo, é saber que durante todo o processo minucioso de adubação, podagem e limpeza, se adequa-se em grande medida em um processo terapêutico. Pois até que cada flor germine, todas terão conhecido minhas vulnerabilidades. E terão me servido como uma válvula de escape, como numa sensação de alívio de uma mochila com grande peso jogada ao mar. Girassóis por exemplo, são especialistas em tentar trazer alegria atravéz das circunstâncias da realidade, mostrando os motivos pelos quais se alegrar. Os lírios, por tentar trazer contentamento e a não comparação com outras pessoas bem sucedidas da minha própria idade. As hortências por outro lado, ...
Não estava nada programado, mas o dia 01 de janeiro de 2026 me levou a um filme sobre o tempo, mas especificamente sobre viagem no tempo, não sobre o futuro, mas viajar ao passado, como numa máquina do tempo. Minha virada de ano foi incomum, longe dos principais familiares, longe dos melhores abraços. E a fim de acabar com o tédio de uma tarde do primeiro dia do ano, fui levado a assistir um filme. Encontrei um que eu já tinha marcado para assistir havia um bom tempo, e a oportunidade deu certo. O nome do filme é Questão de Tempo . Basicamente, a ideia central do filme é a reflexão sobre o passado, sobre escolhas que influenciaram a vida do protagonista no presente. O filme conta a história de um jovem chamado Tim, que nasce em uma família em que os homens detêm a habilidade de voltar ao passado. Seu avô viajou a fim de acumular riqueza, seu pai a fim de conseguir ler todos os livros o quanto desejava, e Tim, antes de começar a viajar no tempo, precisa escolher qual seria a sua busca ...
-- Na última vez em que escrevi, eu disse que iria para algum lugar nas extremidades do país. Pois bem, estou vivendo, literalmente, na fronteira do universo. Não sei exatamente como, mas consegui encontrar outra cabana bem próxima à beira do mar. Minha primeira conclusão foi de que essa cabana estava abandonada há muitos anos, desordem por todo lado, a ponto de não saber por onde caminhar. Pelo barulho de cada passo, percebi que o piso era de madeira. Os móveis também eram todos de madeira e estavam fora do lugar. As portas abertas, as janelas quebradas, o teto com goteiras e algumas lenhas ao lado da lareira. Algo bem curioso foi que as paredes estavam repletas de fotografias, e não somente isso, todos os quadros, sem exceção, estavam completamente intactos de qualquer resquício de poeira, perfeitamente limpos e brilhando, como se o tempo não os tivesse atingido. As fotografias espalhadas pelas paredes não parecem recentes, e os lugares em que as pessoas estão são simples e ...
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